Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?

Enviada em 03/06/2022

Hannah Arendt, filósofa alemã, descorre sobre o processo de massificação da so-ciedade que forma indivíduos incapazes de realizarem julgamentos morais, tor-nando-se alienados e aceitando condições sem antes as questionarem. Analoga-mente, observa-se tal comportamento na sociedade atual com a descredibilização da ciência que afeta a população vigente em exercer seu direito à democracia. Nes-se interím, torna-se necessário análises acerca da negligência do Estado para com os estudos da população e a segregação social.

Primeiramente, destaca-se a insuficiência intelectual como consequência das ati-tudes do Estado. Nesse viés, menciona-se Aristóteles, filósofo grego, ao afirmar que o conhecimento é de suma importância para o desenvolvimento político e filosófico dos indivíduos. Justamente por esse potencial, infere-se que que a negação da base educacional, que é de responsabilidade do governo, impede a inserção da socieda-de no meio político e concomitantemente encarece a democracia nacional, à medi-da que a política deixa de ser exercida por parte da população. Dessa forma, evi-dencia-se a educação como instrumento de alicerce democrático.

Outrossim, aponta-se a marginalização de parcela da sociedade. Assim, de acordo com Zuenir Venture, jornalista, a “cidade partida” é a sociedade permeada por desi-gualdades sociais que permitem sua divisão em cadeias socioeconômicas. Sob essa ótica, salienta-se que essa segregação amplia-se, também, ao meio informacional, ao passo que pessoas de baixa infraestrutura acreditam em “fake news” pela ca-rência de informações e explicações fornecidas pelo governo acerca de recentes eventos, como é o caso da falsa crença da implementação de chips nas vacinas. Portanto, nota-se que instrumentos que possibilitam o exercício de cidadania estão disponíveis para apenas uma parcela da população.

Por fim, em vista dos fatos supracitados, medidas devem ser feitas. Logo, cabe ao Ministério da Educação garantir uma base educacional para todos, por meio da implementação de palestras executadas em escolas que convoquem moradores analfabetos da região, com o intuito de esclarecer a importância da escolaridade na participação da socieda como cidadãos ativos. Com isso, poder-se-ia credibilizar a ciência brasileira e garantir o desenvolvimento político de Aristóteles.