Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?

Enviada em 07/06/2022

Segundo a filósofa francesa Simone De Beauvoir, o mais escândaloso dos escandalos, é que nos habituamos a eles. Similarmente à democracia, que pode ser ameaçada, quando o estudo científico não é levado à sério pela população, pois por mais escandalosa que seja a ocorrência dessa problemática, a sociedade contemporânea brasileira se habituou a essa realidade. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de conhecimento, bem como a falta de debate.

Em primeira análise, a falta de conhecimento mostra-se como um desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não tem acesso à informação séria sobre como analisar determinados conteúdos, por meio da educação, e, assim, não estimular o seu pensamento crítico, a difusão de idéias falsas e os discursos de ódio cresceram gradativamente, demonstrando que a visão do índividuo continuará limitada, causando danos à harmonia de uma sociedade democrática.

Em segunda análise, outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de debate. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, percebe-se uma lacuna no que se refere à importância da ciência para segurança da democracia, que tem sido silenciada. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre o problema, a desinformação e o negacionismo, se tornarão cada vez mais presentes na sociedade.

Convém, portanto, que, de modo urgente, medidas sejam tomadas. Como solução, é preciso que a mídia, promova entrevistas com profissionais e professores, para disseminar a importância da ciência para sociedade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas à necessidade da ciência para construção de uma sociedade melhor e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Bevouir: “Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.