Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?
Enviada em 27/06/2022
“Ignorância é força.” Este era o principal lema do Partido o qual, na obra distópica 1984, é regido pelo Grande Irmão, que tinha grande apoio popular. No decorrer da trama, esse regime totalitário desencoraja e combate qualquer tipo de ceticismo e rigor científico fazendo com que a única ciência aceita seja a proferida pelo Partido. Nesse aspecto, assim como na ficção, a descredibilização da ciência na realidade gera consequências desastrosas para a democracia, são elas: a potencial implementação de governos autoritários e a maior facilidade de manipular a sociedade.
Primeiramente, diversas vezes ao longo da história foram vistas a implementação de governos autoritários, que roubavam o direito de escolha da população através da força, ou da alienação - assim como em 1984. O melhor exemplo dessa triste realidade foi Adolf Hitler que através de mentiras sobre diversas áreas da ciência - biologia, história, jornalismo - possibilitou sua eleição e a destruição da democracia na Alemanha. Assim, é fundamental que a democracia esteja alinhada com a ciência, pois apenas com ceticismo científico a realidade é desmistificada e as verdades são tecidas. Dessa forma, a sociedade conseguirá decidir seu rumo com as informações adequadas.
Ademais, a falta de convicção na ciência torna um ambiente fértil para manipulação das massas - algo semelhante ao que Hitler fez. Nesse sentido, basta analisar a influência que diversos líderes religiosos têm atualmente na sociedade. Eles conseguem, através de argumentos de autoriadade e afirmações divinas, ditar o rumo da sociedade incitando seus fiéis. Por conseguinte, a democracia vê-se em apuros, já que o controle de massas religiosas torna-se algo cotidiano.
Urge, portanto, que os estados democráticos baseiem-se sempre no que é consenso na comunidade científica. Para isso, a Organização das Nações Unidas deve, através de campanhas em seus países membros que visem a desmistificação de mentiras e crendices levianas, incentivar o entendimento científico - opondo-se ao Grande Irmão - a fim de assegurar a democracia. Desse modo, o mundo não será mais vítima de “grandes conspirações”.