Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?
Enviada em 21/08/2022
Ao longo das Revoluções Industriais novas técnicas com maior seguridade democrática foram implantadas nas sociedades, como as urnas eletrônicas. No entanto, nos dias atuais, as chamadas fake news têm afetado o exercício democrático, à medida que os próprios governantes buscam disseminá-las para manipular a população e, assim, atingirem seus interesses. Dessa forma, a saúde dos cidadãos é comprometida, tal qual a garantia do voto secreto, pela descredibilização da ciência.
Em primeira análise, entende-se que a ciência é fundamental para a garantia da saúde. Conforme disse Sócrates ‘‘a vida sem ciência é uma espécie de morte’’. Em contraste a isso, durante a pandemia da Covid-19, propagaram-se diversas teorias conspiratórias sobre os imunizantes, como a de que estariam sendo aplicados para inserir um chip rastreador. Dessa maneira, muitas pessoas não se vacinaram e afetaram a sociedade, uma vez que para uma doença ser erradicada é preciso que a grande maioria esteja vacinada e, com isso, seja capaz de impedir novas multiplicações e mutações virais. Logo, ao seguirem falsas notícias os cidadãos colocam em risco não apenas a sua saúde, mas também a de sua comunidade.
Além disso, a ciência garante maior precisão na maior ferramenta democrática: o voto. Segundo o Código eleitoral de 1932, era necessário o uso de urnas eletrônicas para garantia de voto secreto e de maior segurança contra fraudes. Apesar disso, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, insiste em contrariar os avanços científicos e afirma que as urnas digitais são passíveis de manipulação. Com isso, o governante manipula seus apoiadores com ideias falsas, gerando desconfiança no sistema e alimentando tensões contra essa forma segura de voto, que evita que terceiros influenciem nas decisões dos cidadãos, como era o voto de cabresto.
Em suma, nota-se que a falta de confiança na ciência afeta de modo negativo a sociedade, visto que implica em atrasos políticos e médicos. Assim sendo, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia firmar parceria com redes televisivas para divulgação de dados positivos e correção de fake news sobre tecnologias em seus comerciais de horários nobres. Destarte, busca-se garantir a confiança na ciência e descredibilizar teorias conspiratórias, preservando o exercício democrático.