Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?

Enviada em 05/09/2022

Vimos, durante a pandemia de 2020, que a desinformação ocorre de maneira rápida e supereficaz: em poucas horas, milhões de pessoas já ouviram falar que “vacina X causa autismo”. E quando um fenômeno como esse acontece no Brasil, a coisa é ainda maior, pois somos uma sociedade com 29% da população sendo analfabeta funcional (dados do IBGE, de 2019). Por isso, podemos afirmar que é muito fácil de incutir uma ideia errônea numa população como essa. As pessoas acabam absorvendo esse tipo de discurso e procuram por líderes democráticos que também abracem essas ideias.

O que é preocupante, pois as pessoas param de tomar os devidos cuidados com a saúde, como levar seu filho para tomar vacinas, por exemplo. Houve uma campanha do Governo Federal para vacinação contra câncer de colo de útero, em 2013, e várias meninas não tomaram a tal medicação porque seus pais acreditavam que isso lhes causaria autismo, o que não seria possível, pois autismo é uma doença autoimune.

Outro fator preocupante é que as pessoas estão cada vez mais deixando de ir a médicos especializados e estão procurando ajuda por meios alternativos, com tratamentos que a OMS não ratifica. De acordo com o site do Instituto Butantan, desde 2015 tem havido quedas consideráveis no número de crianças menores de cinco anos vacinadas.

As teorias da conspiração são o grande fator para a que a Fake News e a desinformação se alastrem, e isso já é combatido. O Governo Federal, desde 2018, cria campanhas contra a Fake News, e vários outros sites reiteram: cheque a informação que você recebeu em fontes confiáveis antes de espalhá-la. Vamos combater a desinformação.