Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?

Enviada em 16/09/2022

O filme “Não olhe pra cima”, retrata o drama de ciêntistas que buscam alertar a sociedade sobre a colisão de um meteóro no planeta Terra, entretanto o governo motivado por interesses econômicos, ignora os alertas, o que provoca inúmeras catástrofes. Desse modo, certos elementos motivadores do filme tamém podem ser notados na realidade brasileira, como a insufiência jurídica e a alienação social.

Sob esse viés, pode-se apontar como um fator determinante a carência de leis. Nessa perspectiva, o jornalista Gilberto Dimenstein explica que no Brasil as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Tal inefetividade é nítida na carência infraestrutural das universidades, visto que mesmo elas sendo as principais fontes de pesquisas e inovações no âmbito ciêntífico, as mesmas não recebem projetos e investimentos adequados. Assim, é urgente que a “cidadania de papel” - de que o jornalista falou - seja superada.

Além disso, outro fator influenciador é a apatia social. Nesse contexto, pesquisas realizadas pela instituição Ipos Mori, consta que o Brasil já foi considerado o país mais alienado do mundo. De fato, a falta de conhecimento da população sobre os perigos na utilização de remédios sem qualquer tipo de embasamento ciêntífico assusta, visto que muitos ignoram os riscos que as drogas não testadas e validadas podem causar para o organismo. Assim, é urgente que a informação sobre o tema seja popularizada.

Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio de investimentos no debate sobre a importância social da ciência no Brasil, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a alienação social presente no problema. Dessa forma, será possível tornar a realidade do filme “Não olhe pra cima” cada vez mais distante da brasileira.