Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?
Enviada em 13/09/2022
A filósofa Hannah Arendt, em a “Banalidade do Mal” discute sobre o processo de massificação da sociedade, que forma indivíduos incapazes de realizar julgamentos, tornando-se alienados às situações que lhe são impostas.De maneira análoga, esse cenário encontra-se no Brasil, visto que, devido a falta de senso crítico da população, a ciência vem sendo descredibilizada e prejudicando a ação democratica no país.Dessa forma, a fim de mitigar os males relativos a essa temática deve-se analisar à educação brasileira e a propagação de teorias falsas.
Constata-se, a princípio, que a ineficácia educacional contribui para a crescente perda de credítos da ciência.Segundo o ativista Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa para transformar o mundo”.Entretanto, a educação no Brasil é conteúdista, e não se adequa ao objetivo de formar individuos aptos a analisar criticamente ideais e informações.Assim, simples ideias com pouco ou nenhum embasamento são o suficiente para descredibilizar uma teoria cientifica alcançada com muito trabalho, e que por sua vez pode beneficiar a população diante de problemas, como por exemplo uma doença contagiosa.
Ademais, ressalta-se, que a divulgação de teorias conhecidas como conspiratórias são uma grande ameaça para a democracia no território nacional. Desse modo, essas teorias representam histórias e informações falsas e infundadas, que são divulgadas muitas vezes para manipulação da massa, que induzem pessoas alienadas a agir de modo negacionista em relação a ciência. Dessa forma, Mahatma Ghandi acreditava que o futuro dependerá de nossas ações no presente.Por conseguinte, quando uma parcela populacional se recusa a cooperar com medidas preventivas em relação a uma doença, como por exemplo o coronavírus, através da negação da vacinação, acabará por prejudicar à saúde pública.
Infere-se, portanto, que o governo, mantededor dos direitos do cidadão, deve realizar mudanças na base curricular dos alunos por meio do aumento da quantidade de aulas de filosofia , e do oferecimento de palestras de cunho crítico e informativo nas escolas. Para que, sejam formados indivíduos com pensamento crítico e que reconhecem a importância da ciência para a democracia.