Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?
Enviada em 18/10/2022
O documentário da plataforma Netflix, ‘‘Privacidade Hackeada’’, mostra a maneira que as Fake News (informações falsas) mudaram o rumo da história da democracia de alguns países, como no Brasil. Neste país, a desinformação foi a principal arma para a descredibilização da ciência, o qual elegeu representantes negacionistas, afetando o processo democrático. Logo, é necessária uma discursão acerca da negação à ciência, e as consequências nela envolvidas.
Primeiramente, é importante discutir a negação à ciência na democracia. Nesse contexto, o Brasil é um dos países o qual houve o avanço de Movimentos Antivacina em 2021, na pandemia do coronavírus. Esse fenômeno pode ser associado ao John Watson, pai do behaviorismo, o qual fez uma análise científica comportamental manuseando o modo de agir das pessoas com certos estímulos. Isto é, a descredibilização científica se deve à propagação de ideias, inverdades, e tem como consequência essas manifestações negacionistas. Assim, pessoas no poder, como políticos podem controlar a cidadania de forma silenciosa, afetando a democracia.
Segundamente, as consequências da descredibilização da ciência na democracia são graves. Nessa perspectiva, o sociológo brasileiro Paulo Freire desenvolveu a teoria da Autonomia do Sujeito Pensante: ideias pensadas a partir do próprio indivíduo, com criticidade. Ou seja, quando a ciência, carregadora do conhecimento por lógicas independentes, é menosprezada as pessoas ficam vuneráveis a certos tipos de teorias, sem um filtro. Isso tem efeitos na sociedade como a falta de incentivo à pesquisas científicas e a escassez de insumos na educação e na saúde, as quais trazem sequelas graves a democracia e cidadania.
Portanto, para a credibilização da ciência para uma democracia plena e autônoma, é necessário um programa. Este irá contar com as escolas numa pedagogia de projeto para a autonomia do pensamento com aulas temáticas, três vezes ao mês. Nesse ínterím, o investimento virá através de ONGs e do Ministério da Educação, e também com a participação da mídia formal para promover debates temáticos sobre as fake News nas associações de moradores. Logo, o documentário da Netflix se tornará somente ficção.