Quais são as consequências para a democracia quando a ciência é descredibilizada na sociedade?

Enviada em 26/10/2023

Em 1933, o partido Nazi-facista da Alemanha, ao assumir o poder, pôs início um processo exarcebado de nacionalização e descaracterização da ciência, destruindo universidades e queimando centenas de milhares de livros das mais variadas coleções. Esse processo de nacionalização foi utilizado como uma ferramenta para substituir o conceito científico por conceitos mais manipuláveis, os quais proporcionam diversas fragilizações da sociedade e que podem danificar, de forma grave, os ideiais democráticos de um país e facilitar que tais sejam substituídos por uma ditadura, como a destruição do senso crítico da população, que a inibe de pensar por conta própria, e a remodelação da verdade ciêntifica em uma simples e discutível opinião, afetando assim a qualidade do debate social.

A substituição dessa ciência por tais conceitos manipulativos dificulta o trabalho de identificação por parte do povo de possíveis ameaças ao meio de vida da sociedade, já que o exercício da ignorância como engrenagem política sobre uma população fragilizada resulta em um processo de inibição de sua capacidade de pensar por conta própria. Essa incapacidade acaba por também refletir em vários aspectos, como na desconfiança, sem nenhum tipo de base, de vários procedimentos médicos ou até mesmo legais.

Ademais, essa desconfiança acaba por se transmitir também para o sistema político vigente, onde ocorre a inicialização de um processo de descaracterização do debate público e da demonização de certos polos político-intelectuais por meio da manipulação de fatos e de acontecimentos pré-existentes, que muitas vezes não fazem sentido quando inseridos em contextos contemporâneos. A ciência acaba por se transmutar assim para um tipo de ferramenta que não condiz com a sua verdadeira função de corretamente informar a população.

Portanto, é preciso que a sociedade seja conscientizada pelo governo federal por meio de novos projetos de leis que busquem: Demonstrar nas escolas um melhor posicionamento da Federação quanto a esse problema e melhores fiscalizações de segurança para que tais problemas não se desenvolvam no futuro, fazendo assim de uma forma similar ao que foi feito na União Europeia, quando se foi regulamentada a inserção de notícias falsas nos canais de informação.