Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 20/10/2018

“Onde acaba o amor tem início o poder, a violência e o terror”. A frase, do psicoterapeuta e psiquiatra  suíço Carl Jung, exprime a ideia de que em muitos momentos quando o amor e a empatia terminam dá-se início a um tempo de situações que ferem a dignidade da vida. Analisando esse conceito atrelado à contemporaneidade, nota-se que quando se refere as questões relacionadas a prostituição no Brasil, é indubitável a existência de problemáticas referentes à falta do melhor convível social com os profissionais do sexo levando a agressões e abusos.

Sob esse viés, é perceptível as agressões sofridas pelos profissionais sendo caracterizadas como verbais e físicas donde são agredidas por seu “chefes” ou clientes da forma mais brutal, tendo em muitos casos seus pertences furtados. Ademais, a violência sofrida por prostitutas é invisível e banalizada, donde o corpo social acredita que uma vez que elas estão sendo pagas não há ocorrência de nenhum abuso e o fato da sociedade fechar os olhos para esse tipo de violência é um forte indicativo à repressão do comportamento feminino, os padrões de gênero e o estabelecimento das relações de poder.

Em suma, o resultado desse processo é um sociedade que possui em suas ruas uma violência velada com recorrentes práticas contra prostitutas realizadas até mesmo por policiais para tentar tirá-los das ruas. Além disso, cerca de 90% das prostitutas sofreram algum tipo de agressão, sendo os travestis, transsexuais e mulheres as pessoas mais agredidas, deixando de lado toda e qualquer humanização e empatia do ser vista pela população. No que se refere as denúncias, é muito difícil para essas pessoas devido ao descaso e o menosprezo das queixas deixando essas situações para segundo plano e posteriormente não as resolvendo e se um dos agressores possuir dinheiro esse cenário de justiça se torna quase utópico.

Dessa forma, são perceptíveis as questões enfrentadas por esse parcela da sociedade e as dificuldades vindas. Portanto, devem ser feitas sub-delegacias especializadas em crimes relacionadas a agressão verbal ou física dos profissionais do sexo com pessoas experientes nessa temática para que não haja nenhum tipo de descaso ou discriminação, realizadas pelo Ministério da Justiça exercendo sua função de garantir a segurança pública em parceira com os sindicatos, efetuando em todos os estados e municípios do território brasileiro com o objetivo de minimizar a violência contra essa classe e praticar a justiça.