Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 22/11/2018

Caminhos para reduzir a prostituição

No livro, O doce veneno do escorpião, que conta a história de uma das prostitutas mas famosas do Brasil, Bruna Surfistinha, ela relata como entrou para esse ramo, e como é o cotidiano das pessoas que fazem “programas” sexuais, que muitas vezes sofrem humilhações e situações constrangedoras. Portanto, questões relacionada a prostituição no Brasil se tornam um problema, por que na maioria dos casos levam pessoas a viverem em condições humanas degradantes. Todavia, pessoas optam por esse ramo, devido não somente a falta de informação, mas também a dificuldade de entrar no mercado de trabalho formal. Nesse sentido, esses desafios devem ser superados que uma sociedade mais igualitária possa ser alcançada.

Indubitavelmente, a educação é fator principal no desenvolvimento de uma sociedade. Hodiernamente, segundo reportagem exibida no jornal Nacional, o Brasil ocupa a nona posição no ranking mundial da economia, fato que levaria à raciocinar que o país possui uma educação pública eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e o reflexo desse contraste é diretamente ligado ao problema da prostituição no país. De acordo com a FUMEC, somente 45,6% das prostitutas têm o primeiro grau completo, e 24,3% não concluíram o ensino médio. Logo, fica evidente que essas mulheres têm um baixo nível de escolaridade, o que gera dificuldades para compreender seu verdadeiro potencial.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de programas sociais que facilitem o acesso dos jovens ao mercado de trabalho formal, como impulsionador do aumento dos índices da prostituição. Muitas das vezes, prostituição é tida como sinônimo de pobreza e vista como uma última opção por aquelas pessoas que necessitam de uma renda. Segundo, Zygmunt Baumann, filósofo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas, é característica da “modernidade líquida” que é vivida no Século XXI. Nesse sentido, é notório que a maioria das pessoas que entram nesse mercado de trabalho é por falta de opção.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves que impedem as pessoas de serem respeitadas como cidadãos. Dessa forma, urge que o governo invista mais em educação, fazendo escolas de tempo integral e garantindo acesso a toda população. Também, é necessário que os governantes ampliem os programas sociais que visam a inserção dos jovens no mercado de trabalho, cedendo benefícios fiscais a empresas que contratarem jovens no primeiro emprego. Com isso, espera-se reduzir o número de pessoas que são obrigadas a vender seu corpo como única opção de sobrevivência.