Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 26/11/2018

A série “O Alienista” retrata, na Inglaterra do século XVIII, casos fictícios de pessoas que , por falta de opção, trabalhavam como profissionais do sexo mesmo na infância. Paralelamente, no Brasil, tal realidade ainda está presente na população marginalizada devido à desigualdade social e à inobservância do Estado.

Em primeiro plano, nota-se que a carência de oportunidades de crescimento estudantil e profissional por causa da baixa renda é um dos propulsores da prostituição. Segundo o jornal G1, o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Dessa forma, percebe-se que a ideia de “classes sociais” ,do sociólogo Karl Marx, apresenta-se vigente no Brasil, uma vez que a pequena elite brasileira, detentora dos meios de produção, é também quem tem maior acesso às chances de estudar em boas escolas e universidades; já a maior parte da população vive situação de pobreza e carência de uma educação de qualidade. Logo, o indivíduo que não encontra um emprego formal pela falta de formação estudantil, vê a prostituição como solução para a busca de recursos para a sobrevivência.

Além disso, a falta de políticas públicas que ofereçam alternativas de emprego para as atuais prostitutas favorece a manutenção do alto índice de profissionais nesse emprego. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem mais de um milhão de profissionais do sexo atuantes no Brasil. Dessa maneira, o Estado Brasileiro apresenta-se, consoante o cientista social Zygmunt Bauman, como uma “Instituição Zumbi”, tendo em vista que ele não tem exercido sua função social que, no caso, é oferecer variedades de profissões para a população. Assim, é incoerente um país com um grande desenvolvimento econômico não prestar a assistência necessária para os cidadãos.

Diante do exposto, percebe-se, portanto, que muitas pessoas permanecem na área da prostituição por não terem outra alternativa, já que as oportunidades de educação estão presentes para poucos e o Estado não tem sido eficaz na solução de tal problemática. De fato, para que a prostituição não seja a única saída para a população de baixa renda é necessário que o Ministério da Educação ensinem aos alunos a importância de estudar para poder ter a liberdade de escolher a própria profissão, através de palestras de pessoas que se arrependem de ter abandonado a escola, a fim de que os alunos concluam o Ensino Fundamental e Médio. As Secretarias de Assistência Social dos municípios, por sua vez, devem atenuar o principal problema familiar que leva as pessoas a venderem seu corpo: a fome. Isso pode ser realizado através do fornecimento de cestas básicas, para que o Estado auxilie a população carente e deixe de atuar como zumbi.