Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 25/02/2019
‘‘A vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante’’. No que tange a prostiuição, a citação do sociológo polonês Zygmunt Bauman é aliada na compreensão dos fatores sociais que envolvem o mercado do próprio corpo. Mediante o elencado, problemas familiares, ascendente desigualdade social e ânsia por ascensão social, são os principais fatores para a sombria prostituição.
No Brasil hodierno a troca consciente de favores sexuais por dinheiro não constitui crime do tipo penal. Entretanto, tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros constitui. Em síntese, os malefícios a vida humana são evidentes. Isto é, os riscos de morte e de contração de doenças sexualmente transmissíveis são elevados. Para exemplificar, na reportagem da emissora brasileira ‘‘Rede TV’’, são exibidas cenas corriqueiras na vida de paulistanos.
Nesta reportagem, é apresentado o bairro conhecido como ‘‘boca do lixo’’ na zona central de São Paulo na qual mulheres, com idades entre 20 e 60 anos, ganham a vida através da venda do próprio corpo. Tais prostitutas alegam o risco da profissão. Estas mulheres, relatam ’’ é muito fácil encontrar um maníaco disposto a matar’’ ou ‘‘muitos homens querem fazer sexo sem preservativo’’ e também relatam ‘‘precisei entrar nessa vida por falta de emprego’’. Tais afirmações evidenciam o perigo por trás da prostituição brasileira. E acima de tudo, a falta de oportunidade como principal fator para a adentrada nesta profissão.
Em vista dos fatos elencados, é evidente a necessidade de intervenção. Esta deve ser feita por meio da geração de empregos, já que o principal fator é a desigualdade social. Como dito, os riscos são diversos. Logo, o governo, por meio da melhora na economia através da correta utilização da verba pública, será crucial na melhora de vida de mulheres, muitas vezes, marginalizadas por falta de emprego. Desta forma, como já dito por Paulo Freire, filósofo brasileiro, ‘’ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em comunhão’’.