Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 07/03/2019

Título: Os lados da moeda

No país muitos pensam que o ato de prostituir-se e pagar por sexo é crime, mas o que realmente acaba sendo crime, é ser o intermediador disso tudo: o famoso “cafetão” ou “cafetina”. O maior problema nesses esquemas é a saúde das moças e dos rapazes que estão usando de seu corpo para lucrar; há muitas mulheres, homens e travestis que são abusadas e sequestradas para serem vendidas para lucro a essas repugnantes pessoas: com seres humanos mantidos em cativeiros, sendo usados como escravos sexuais e em situações desumanas.

Há vários lados dessa moeda: encontram-se pessoas que se prostituem por não terem escolha - por não conseguirem arranjar emprego e precisam disso para continuarem vivas; jovens que foram levados a sarjeta, marginalizados e abandonados, que muitas vezes só enxergam essa opção, como também um meio de sobrevivência; as que gostam disso e que encontraram a prostituição como uma saída da mesmice dos trabalhos convencionais e assim são realizadas “profissionalmente”; e, já citado anteriormente, aqueles que são abusados e sequestrados para esse fim.

O que se falta nesse país é uma regulamentação e leis explícitas do que se é e o que não é permitido em questão a prostituição - a ideia ainda é muito vaga para a maioria das pessoas. Falta também uma maior fiscalização, em que os policiais e os encarregados não esqueçam de perguntar á(ao) prostituta(o) qual o seu lado da moeda. E sem entrar na discussão sobre o grande preconceito que existe ao assunto, lembremos que a(o) prostituta(o) é uma das “profissões” mais antigas do mundo, com uma regulamentação em lei, pode, diminuir os casos de abusos e violência que há dentro deste meio.