Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 17/03/2019
A prática de trocar algum tipo de compensação por sexo é bastante antiga. Em muitas épocas da história, em especial na Roma Antiga, por muitas vezes, as mulheres usavam esse artifício na tentativa de sobrevivência. Conquanto, no Brasil, essa prática imoral e degradante ainda é vista como uma alternativa para o escapismo de sérios problemas sociais. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, as pessoas das classes mais pobres são as que mais se prostituem. Devido à necessidade de contribuir financeiramente com a família, encontram na comercialização do corpo uma fonte de renda, devido a falta de oportunidade em outros meio de ganho que esse grupo possui na sociedade. Segundo a Fundação Mineira de Educação e Cultura, existem quase 1 milhão de pessoas na prostituição por causa dessa necessidade. Diante do exposto, é inadmissível que os fatores dessa problemática passem despercebidos pelo Estado.
Em segunda análise, muitas mulheres e homens transexuais não conseguem emprego por causa de sua sexualidade. Segundo uma pesquisa feita pelo o Globo, em 2010, mais de 30% dos “profissionais do sexo” são mulheres e homens transexuais desempregados, por causa desse preconceito fortemente enraizado no país. Diante do exposto, as crescentes intolerâncias, por parte dos empregadores, os levam a seguir o caminho da prostituição.
Portanto, medidas se fazem necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal deve aplicar uma reorganização social, por meio da ampliação da ação do bolsa família para os grupos familiares de renda mais baixa. Com o intuito de evitar que alguns de seus membros entrem no mundo da prostituição. Ademais, o Ministério do Trabalho, junto ao Poder Legislativo, mediante a um projeto de lei que as empresas de grande e médio porte, tenham uma porcentagem mínima de mulheres e transexuais em seu quadro de trabalhadores contratados.