Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 28/06/2019
No século XIX, o Brasil apresentava uma população numerosa, tal situação reduziu as oportunidades de emprego aos indivíduos, em especial, às mulheres. Devido aos preconceitos que restringiam suas ocupações, a prostituição era a opção com maior expressividade de ganho. Essa situação perdura até os dias atuais, isso se deve à desigualdade social e a sexualização exagerada do corpo feminino, tornando essa ocupação uma opção para mulheres em situações de extrema pobreza. Logo, são necessárias ações governamentais que visem o fortalecimento de políticas sociais, e propagandas publicitárias que desmistifiquem a sexualização feminina.
A busca pela prostituição como alternativa de “emprego” tem como causa inúmeros motivos, porém, a desigualdade social é um dos principais. Segundo a Fundação Mineira de Educação e Cultura, FUMEC, estima-se que o Brasil possui 1,5 milhões de pessoas, entre homens e mulheres que vivem em situação de prostituição. Isso ocorre devido à má distribuição de renda no país, que gera desemprego em grande escala, causando uma situação de pobreza extrema e tornando como único meio de sobrevivência a comercialização do próprio corpo.
Além disso, muitos veículos de comunicação como programas televisivos e anúncios publicitários, promovem uma valorização da sexualidade, exibindo a mulher como um objeto. Tal situação ocasiona uma visão distorcida do papel feminino na sociedade e o fortalecimento da objetificação dessas pessoas, consolidando como única, a opção da prostituição em situações de precariedade vividas por essas mulheres.
Portanto, a prostituição no Brasil ainda é uma problemática. Nesse sentido, o governo deve fortalecer os programas sociais como o “Bolsa família”, visando o fornecimento de uma quantia adequada para a sobrevivência desses indivíduos em situações precárias, a fim de diminuir a prática de comercialização do corpo. Ademais, são necessárias ações publicitárias de empresas privadas de artigos femininos, por exemplo, que desmistifiquem a sexualização feminina, assegurando a ideia de que as mulheres podem estar em qualquer âmbito, desde que não sejam degradantes. Logo, diferente do que ocorreu no século XIX, a prostituição não seria vista como uma opção ocupacional.