Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 11/04/2019

No romance “Lucíola”, de José de Alencar, é narrado a história de uma jovem que ao buscar uma melhora de vida, entregou- se à prostituição. No contexto social vigente, essa é uma realidade comum, visto que um dos principais motivos para a prática da venda de favores sexuais é a busca pela estabilidade financeira. No entanto, é alarmante o número de vítimas que sofrem agressões, situação que precisa ser discutida e amenizada.         Pode-se mencionar, por exemplo, a tese “Rompimento dos valores sociais” do sociólogo Max Weber, que estimula a quebra de princípios, como “certo e errado”. Uma vez que, segundo Gabriela Leite, presidente da rede brasileira de prostituição, mais de 65% prostitutas sofrem algum tipo de agressão, sendo a mais recorrente a agressão psicológica, visto que há uma intensa desvalorização das pessoas que trabalham nesse ramo, uma vez que é julgado como algo imoral, ilícito e errado. Dessa forma, romper com os valores morais resgata a dignidade desses profissionais.

Vale ressaltar, que segundo a FUMEC, mais de 1,5 milhões de brasileiros trabalham na prostituição e o principal motivo é a busca pela ascensão financeira, já que maioria são de classe baixa, possuem pouca escolaridade e a própria família incentiva à prática do comércio do corpo. Desde 2002 a prostituição é reconhecida como trabalho, no entanto, o rufianismo é crime, visto que os rufiões, conhecidos popularmente como cafetões, usam homens e mulheres como objetos sexuais a serem vendidos, fator que agride a moral e a dignidade da pessoa.

Em síntese, é necessário uma intervenção do Ministério da Educação e da Polícia Municipal,primordialmente para ressaltar a dignidade desses indivíduos, por meio de campanhas de conscientização, anúncios publicitários e palestras nos meios acadêmicos e virtuais. Ademais, criação de disque denúncias fiscalizados pela polícia municipal, dessa forma, em caso de agressão a vítima terá acesso à ajuda especializada o mais rápido possível. Estes são os primeiros passos para amenizar essa realidade.