Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 01/09/2019
No livro Capitães de Areia, o personagem Gato se apaixonou por uma prostituta e virou cafetão dela. Fora das entrelinhas, essa profissão já é uma forma fácil e rápida de obter dinheiro com o uso do próprio corpo para atos de prazer. No entanto, principalmente, por ser uma forma de mudar de patamar financeiro, abre portas para um comprometimento da própria saúde, com as doenças sexualmente transmissíveis e uma evidente escravização sexual.
Em primeiro lugar, não há como negar que a maioria das “mulheres de programa” são advindas de baixa classe social. Por esse motivo, tem uma maior influência e é praticamente forçada a usar de seu corpo para buscar melhores condições de vida e uma ascensão social. Mesmo que muitos usem dessa profissão para dar uma estrutura a sua família, ela traz uma infinidade de prejuízos a sua saúde, podendo aderir diversas DST’s como a AIDS. Nesse sentido, apesar do corpo ser uma propriedade privada, segundo John Locke, e o uso sendo voluntário para o ato de prostituição não é viável, pois acarretará em, um futuro próximo, consequências ao sua integridade física que poderiam ser evitáveis. Além disso, a escravidão sexual é bastante evidente nesse cenário, como foi retratado na novela Salve Jorge, da emissora Globo. Entretanto, esse tipo de exploração também afeta as adolescentes, que são na maioria das vezes levadas a força, ou seja, sequestradas. Mas também, vale ressaltar que a partir da influência da prostituição, leva a um aumento considerável do aborto, e isso traz um risco de vida a essas mulheres. Dessa forma, por não conseguirem se defender desse tipo de exploração, as tornam vulneráveis a todos os problemas que tem relação como esse trabalho e contando apenas com a sorte a favor delas.
Fica evidente, portanto, que a prostituição mesmo sendo legalizada é um caminho de risco. Por isso, cabe à Segurança Pública com as escolas promoverem palestras para ensinarem técnicas de defesa contra os sequestradores por meio de treinamentos específicos para esses adolescentes, a fim de evitar maiores índices de vitimas do abuso sexual, e já para as mulheres que estão por vontade própria é preciso estimular consultas periódicas a ginecologistas que irão conscientizá-las dos perigos e preveni-las. Só assim, o que já é legal será também seguro para quem exerce esse tipo de profissão.