Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 04/06/2019
Na Antiguidade, a prostituição era considerada uma instituição sagrada e as mulheres que a exerciam estavam adorando a um deus, homenageando a fertilidade. Atualmente, no entanto, se prostituir se tornou um ato digno de desprezo e por isso a venda de sexo é alvo de preconceito. Porém, o que para muitos é imoral, reflete a profunda desigualdade nacional.
De acordo com a Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC), estima-se que existam cerca de 1,5 milhões de pessoas que vivem a prostituição no Brasil. 90% desse número deseja mudar de trabalho. Ou seja, a maioria não teve sequer uma escolha real.
Isso pode ser explicado pelo fato de que muitas meretrizes estão desempregradas ou precisam complementar a renda. Ainda segundo o órgão citado anteriormente, 28% das mulheres não possuem emprego e 55% precisam aumentar a remuneração para sustentar a família. Dessa forma, prostituir-se é a única ou principal forma de sobrevivência para elas.
Soma-se à essa necessidade o fato de que parte expressiva dessas prostitutas apresenta um baixo grau de escolaridade. Dados levantados pela FUMEC, mostram que: 45% tem o primeiro grau de estudos; 24% não concluíram o ensino médio; e 70% não apresentam profissionalização. Devido a isso, a classe é fortemente marginalizada.
Portanto, é necessário que se invista na educação e formação profissional, bem como na criação de empregos formais que atinjam esse público. Seria cabível uma parceria entre os Ministérios da Educação e do Trabalho, que por meio da valorização da industria e do ensino técnico tanto quanto um sistema rígido de controle de investimentos na área educacional conseguiria proporcionar uma boa qualidade de vida à essas pessoas. Ao mesmo tempo, boa parte da desigualdade do país seria reduzida, criando-se assim um ambiente mais justo para todos.