Questões relacionadas à prostituição no Brasil

Enviada em 27/05/2019

Na Grécia Antiga, as sacerdotisas da deusa Afrodite se relacionavam sexualmente com diversos homens como maneira de cultua-la. Nesse contexto, passado milênios, essa prática ainda ocorre na sociedade hodierna, contudo, está ligada a fins econômicos. Desse forma, o desemprego e a condição social vulnerável é fator preponderante para a escolha dessa profissão.

Em primeiro plano, é válido ressaltar o romance “Lucíola”, de José de Alencar, que relata a vida de uma jovem mediante dificuldades financeiras, encontrando na venda da sexualidade do corpo a solução. Paralelo a isso, é evidente que, devido a ausência de emprego e capacitação, muitas mulheres  fazem uso dessa estratégia como medida para conseguir dinheiro e sustento.

Outrossim, consoante ao sociólogo Dahrendorf, no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição em que as normas reguladoras da conduta perdem a validade. Nessa perspectiva, é comum às pessoas que se prostituem, a quebra de paradigmas e regras sociais, haja vista que não é um ato bem visto. Entretanto, há o enfrentamento de preconceitos, abusos e problemas psicológicos que podem perdurar ao longo da vida.

Em síntese, medidas podem ser tomadas para atenuar o impasse. Para tanto, o Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos -Órgão responsável por atender as necessidades das minorias sociais- deve atuar promovendo políticas que contemplem os indivíduos adeptos à prostituição, em que disponibilizem consultas, por meio de parcerias com psicólogos, além da promoção de vagas de emprego no mercado de trabalho, para quem não se sente confortável na profissão, com a finalidade de uma maior integração na sociedade.