Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 06/04/2020
A obra brasileira “Bruna Surfistinha”, relata a vida de uma jovem que busca a prostituição como um trabalho em meio à problemas familiares e psicológicos. Na narrativa, os impactos negativos que a sociedade e a falta de apoio causam, podem ser vistos como uma crítica relacionada a busca desse trabalho e os traumas que o acompanham atualmente. Fora da ficção, o Brasil enfrenta um grande óbice relacionado as dificuldades defrontadas pelos chamados “profissionais do sexo”, cultura enraizada principalmente por uma deficiência estatal e um descaso familiar. Desse modo, ações para uma melhor vivência são imprescindíveis.
A princípio, pesquisas e estudos comprovam que em meio a descentralização econômica vivida, grande parte da população precisa optar por meios não ortodoxos de ganhar dinheiro, como o turismo sexual. Segundo sítios tecnológicos, mais de 40 milhões de pessoas se prostituem no mundo atualmente e grande parte dessas pessoas são menores, o que configura crime em grande parte do mundo. Nessa lógica, ainda, os profissionais gerenciados por “Cafetões”, pessoas que além de lucrar com o trabalho, assediam e exploram mulheres diariamente sofrem e precisam de ajuda.
Ademais, famílias menos favorecidas muitas vezes obrigam crianças a entrarem nesse ramo. De acordo com o site BBC, na Índia torna-se cada vez mais uma tradição o trabalho de cáften exercido pelo pai ou até mesmo pelo irmão em meninas de 10 a 12 anos. Nesse sentido, é perceptível que problemas físicos como IST’s e psicológicos como depressão são desenvolvidos ao longo do tempo em indivíduos que por si só não podem se governar. Logo, faz-se tangenciar a necessidade de cautela e cuidado.
Destarte, para a diminuição dessa problemática, urge do Ministério da Saúde em parceria com escolas, a conscientização de jovens por meio de discursos e a abertura de novos empregos para os menos afortunados, acentuando a busca por melhores jeitos de ganhar dinheiro, além de uma ação governamental em conjunto com o Conselho Tutelar no aumento da segurança e aprendizado por meio de cursos educativos, visando a menor exposição dos filhos em trabalhos ilegais. Feito isso, será possível a visão de um futuro em prol da igualdade e da saúde.