Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 10/11/2020
O filme “Bruna Surfistinha” , é baseada na vida de uma mulher (Raquel Pacheco), que fugiu de casa durante sua adolescência para se prostituir. Tal obra cinematográfica, expõe a realidade do universo da prostituição no Brasil, que coloca meninas e meninos , em situações insalubres e de abuso com a comercialização dos seus corpos em troca de renda. Essa questão, na qual é discutida a regulamentação, deve ser posta em pauta pelas Autoridades tendo em vista os riscos que traz para a mulher no Brasil.
Em primeiro plano, é tácito que ser garota de propaganda é uma profissão que existe a séculos. Contudo, existe uma linha tênue entre o livre arbítrio e a busca por sustento, e é com esse último ponto que a prostituição está mais relacionada. Como foi levantado pela Fundação Mineira de Educação e Cultura, FUMEC 70% das mulheres profissionais do sexo feminino tem uma família para sustentar. Tal questão, da regulamentação de prostíbulos foi posta em pauta pelo congresso em 2016. No entanto, é importante observar que a maioria feminina é exposta todos os dias a: Estupro, insalubridade e abusos tanto pelos seus cafetões como pelos parceiros, logo, tornar tais condições legais aumenta a dificuldade das acompanhantes de denunciar as situações, uma vez que seriam consideradas como parte do trabalho.
Em segundo Plano, vale ressaltar o contexto sócio econômicos Brasileiro que obriga o individuo pobre a tornar seu corpo mercadoria. Segundo a Fundação Mineira de Educação e Cultura, FUMEC, estima-se 55% das meninas não tem escolaridade completa, o que evidência a ausência de educação ou base familiar na maioria dos casos. Nesse sentido, não devia ser tratado como moral e comum uma questão que só acontece por falhas no sistema brasileiro, tendo em vista que uma vez tendo uma melhor perspectiva de vida, nenhuma mulher se sujeitaria as condições que às prostitutas, de baixa renda, do Brasil se submetem em busca de dinheiro.
Tendo em vista esses fatores, medidas jurisdicionais, educacionais e culturais devem ser estruturadas para solucionar o impasse. Logo, é imprescindível que o poder legislativo, junto ao judiciário, regulem por meio de leis, a aplicação de multa ou detenção para quem explorar o trabalho sexual de outras pessoas e utilizar menores de idade para a prostituição. Ademais, é preciso que o Ministério da educação e da cultura, promovam, por meio de palestras nas comunidades, alertar e informar os cidadãos o que é e porque acontece o comércio do sexo. Ainda, é necessário, que as mídias divulguem campanhas a fim de combater a cultura machista, que objetifica a identidade feminina.