Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 10/05/2021
As profissões marginalizadas, também adjetivadas de “invisíveis”, recebem tal nome por serem consideradas, pela sociedade, inferiores as demais. Dentre elas, destaca-se, principalmente, a prostituição que, em poucas palavras, seria a troca de sexo por dinheiro. Entretanto, mesmo que o trabalho tenha uma boa média de sálario, ele exerce uma má influência que reflete na sociedade tanto no âmbito da saúde quanto na juventude brasileira.
Certamente, cabe mencionar que, devido a pobreza extrema de algumas famílias, crianças e adolescentes vão à rua em busca de dinheiro e acabam entrando no mundo da prostituição. Conforme dados UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), cerca de 250 mil crianças estão prostituídas no Brasil. Além disso, o IBGE afirma que aproximadamente 13 milhões de pessoas vivem em situação de extrema pobreza, desses, 25% são menores de 18 anos. Certamente, esse trabalho inibe-os de terem uma infância normal e isso reflete na sociedade.
Sobretudo, deve-se levar consideração que as camisinhas não previnem 100% contra a gravidez ou DSTs. Segundo pesquisa realizada pela Unesp (Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista), com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), 67,7% das prostitutas estão infectadas com o papiloma vírus humano (HPV). Outrossim, de acordo com um levantamento do DataFolha, 92% dos brasileiros tem interesse em sexo. Então, conclui-se que, caso muitas pessoas frequentem prostíbulos, pode ocorrer um surto de alguma doença sexual.
Portanto, com o intuito de evitar que os efeitos da prostituição sejam sentidos na sociedade brasileira, a SNDCA (Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) e as delegacias municipais devem, através da vigilância de locais isolados e prostíbulos, conter e prender qualquer pessoa que apoia a prática do abuso sexual infantil para que os menores de 18 anos tenham uma infância normal. Além disso, as profissionais de sexo podem, por meio das campanhas de vacina, se previnir contra vários tipos de DSTs visando evitar um surto de doenças sexualmente transmisíveis. Dessa forma, o país protegerá a saúde de sua população e vai evitar que mais crianças seja vítimas do abuso sexual.