Questões relacionadas à prostituição no Brasil
Enviada em 30/07/2021
Sexual, moral, físico e psicológico. Esses são os principais danos sofridos pelos adeptos a prostituição ao longo de sua vida. De acordo com a Fundação Mineira de Educação e Cultura, FUMEC, o Brasil conta com 1,5 milhões de pessoas vivendo em situação de prostituição, a fundação realizou uma pesquisa onde constatou que boa parte das mulheres que escolhem esta maneira de ganhar dinheiro estão desempregadas, sustentam sozinhas suas casas, tem apenas o primeiro grau de estudo ou sequer concluíram o ensino médio, quer dizer, quase 70% das mulheres prostitutas não tem uma profissionalização.
Em uma primeira análise os sujeitos escolhem a prostituição pois são marginalizados e procuram uma maneira de se sustentar, sem estudo ou profissionalização, consequentemente sem emprego, trocar favores sexuais por dinheiro se torna uma opção atrativa para quem, muitas vezes, está em situação de extrema pobreza.
Ao passo que os indivíduos se submetem ao meretrício, a sociedade sofre consequências graves com a banalização da prostituição, o aumento dos casos de aborto ilegal, abuso e exploração de menores, problemas psicológicos irreversíveis (por exemplo a depressão), disseminação de DSTs, entre outros.
Portanto o Estado deve investir parte do orçamento nacional de educação em cursos de capacitação profissionalizantes, podendo ser aplicados em escolas fora do período de aula (á noite, em feriados ou durante o retiro escolar) a fim de combater que a prostituição seja levada em consideração na hora de escolher uma profissão. Ademais, vagas públicas precisam ser abertas nas regiões mais marginalizados do país, elas devem exigir um nível menor de capacitação a fim de dar uma chance a pessoas humildes que estão passando necessidades, esses empregos podem começar de baixo, por exemplo, faxineira ou zelador.
Dessa forma, com melhores opções de emprego os brasileiros não vão se sujeitar a uma forma tão degradante de ganhar dinheiro.