Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 10/03/2020

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”. A fala do pastor e ativista político na década de 1950, Martin Luther King, retrata uma súplica atemporal pelo fim do racismo, que, infelizmente, é intrínseco à sociedade – não apenas – brasileira, mesmo após séculos do fim da escravidão. De tal forma, não é só uma questão histórica, como de mentalidade também.

Primeiramente, é imprescindível pincelar alguns aspectos ocorridos na histórica, os quais culminaram no atual cenário de desrespeito e ignorância praticado com a comunidade negra. Dessa forma, é notório que um dos maiores contribuintes para isso foi o processo de colonização, no século XVI, cujo pilar foi a escravidão da mão de obra preta oriunda do continente africano. A partir desse momento, criou-se uma hierarquização social, cuja base era composta pelos escravos, que sequer eram vistos como seres humanos, e sim como seres primitivos. Por conseguinte, a formação desse imaginário social, levou, por exemplo, ao Apartheid na África e a organização preconceituosa Ku Klux Klan, nos EUA, nos anos 1950 que matavam pretos.

Essa associação do negro como algo “ruim” se tornou tão forte a ponto de existir “humor negro”, mas não “humor branco”, ou “a coisa está preta”, contudo, o “inverso (branco) não há. Assim, tais metáforas ratificam o discurso racista, como se ter tal cor de pele ainda fosse sinônimo de inferioridade. Provavelmente seja por essa razão, que o professor de redação do melhor cursinho da região norte, Romy Castro, foi chamado de “orangotango” por um de seus alunos enquanto lecionava. Tal tipo de ato vexatório e preconceituoso é o retrocesso socia que o sociólogo brasileiro Paulo Moura quis demonstrar quando elucidou que “o racismo é a causa da morte intelectual de qualquer nação”.

Urge a necessidade, portanto, de buscar saídas com o objetivo de solucionar essa problemática. Logo, a priori, cabe ao Ministério da Educação o papel de promover o debate quanto aos impactos sociais contemporâneos da escravidão nas escolas, universidade e demais instituições de ensino do país, como o fito de desenvolver um ideal de respeito e empatia para com pessoas pretas e desfazer o racismo institucionalizado. Ademais, o apoio e a união da OAB, Ministério Público e grande mídia é essencial no sentido de lançar ampla campanha nas redes sociais e televisivas, de maneira a disseminar a igualdade entre todos, independente da cor, como sonhava Martin Luther King.