Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 20/05/2020
De acordo com as Nações Unidas, o termo racismo exprime para “toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou origem nacional”. Há diversos tipos de desprezo, como, a violência física ou verbal, manifestação de preconceito por parte de instituições públicas ou privadas ou ainda práticas, hábitos, situações e falas embutidas no cotidiano. Já passaram-se 150 anos desde a abolição da escravatura no Brasil, porém o termo racismo ainda é pauta em discussões no país. Após todos esses anos o racismo ainda é presente na sociedade brasileira?
Primeiramente, pode-se citar a lei homologada na Constituição de 1988, que tipifica o racismo como crime. Portanto, confirmando a existência do preconceito, visto que, não seria autenticada caso o mesmo não estivesse presente na sociedade brasileira. Outrossim são expressões tipicamente usadas como: “a coisa da preta”, “ovelha negra”, “lista negra”, ou até " a cor do pecado". Todas essas citadas originam-se de ideologias racistas. Ademais, dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil está longe de se torna uma democracia racial. Uma vez que, em média, os brancos têm salários mais altos, sofrem menos com desemprego e ainda são maioria no ensino superior.
Além disso, convém ratificar que, a realidade do Brasil ainda é herança do longo período de colonização europeia e o fato de ser o último país a acabar com a escravidão. O professor Otair Fernandes, doutor em ciências sociais, ressalta a dificuldade para negros ascenderem economicamente. Segundo ele, isso está ligado a questão da escravidão, essa é uma marca histórica, mesmo com a abolição não houve nenhum projeto para inclui-los na sociedade. Sendo assim, foi estruturado o racismo institucional, tratamento diferenciado entre raças dentro de instituições.
Em suma, todos esses dados provam como o racismo está presente na sociedade diariamente. O primeiro passo é reconhecer que, mesmo sem intuição, a grande maioria pratica atos preconceituosos. Com isso, a população deve se auto-instruir e mudar seus hábitos. Outrossim, o Ministério da Educação, deve incluir campanhas, dentro das escolas, em prol dos movimentos negros e mostra como essa raça é importante para a história do Brasil. Com o propósito, de orgulhar crianças negras e mostra-las que não são dignas de atos racistas. Além disso, é iminente que o Governo Federal, junto com o legislativo, deixe as penalidades impostas na lei mais severas, a fim de conscientizar a gravidade do ato racista. Posto essas medidas em prática, com o governo e a população caminhando juntos, estará se encaminhando uma democracia racial.