Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 25/05/2020

Durante a segunda metade do século XIX, no Brasil, uma série de leis foram sequencialmente ampliando os direitos dos negros africanos aqui presentes, para em 1888 com a Lei Áurea, assinada pela princesa Isabel, a escravidão oficialmente chegar ao fim. Esse grande marco seria o término da desigualdade entre brancos e negros neste território, pois não haveria mais distinção legal entre as raças. Todavia as coisas não aconteceram tão bem, os negros não foram inseridos na sociedade e continuaram alheios a qualquer forma de poder social, político e econômico. Atualmente, mais de um século depois, algumas formas de desigualdade ainda não chegaram ao fim.

Essas diferenças são observadas por dados do IBGE, que mostram um percentual muito maior de brancos nas universidades e em empregos de chefia, aqueles que representam os melhores salários. Estas informações estão em total desacordo com a população brasileira, que é composta por negros em mais de 50% de sua totalidade, também segundo dados de pesquisas oficiais.

Observa-se que ocorre no país o chamado racismo velado. Trata-se de uma situação em que há amparo das leis para inibir e penalizar qualquer forma de preconceito racial, entretanto, racismo acontece de maneiras menos objetivas, as quais não permitem proteção judicial às vítimas.

Dado o exposto, é importante a compreensão do Estado sobre a existência desse problema e a necessidade de caminhos para solucioná-lo. Quanto às leis e ao judiciário, tecnicamente não existe mais racismo, dessa forma é imprescindível que o preconceito seja desconstruído e barrado no campo social. Educação é o principal recurso contra o racismo, armar todas as crianças negras com um livro nas mãos pode garantir que nas próximas gerações a igualdade de fato aconteça. Garantir escola de qualidade a todos é a solução para muitos problemas do Brasil, incluindo o preconceito racial.