Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 05/06/2020

Lei Eusébio de Queiroz, lei Aurea, lei do racismo e lei de cotas, esses são exemplos de medidas adotadas na tentativa de alcançar uma igualdade e liberdade racial. No entanto, apesar dos esforços, ainda existe no Brasil o pensamento de superioridade de raças, o que compromete as tentativas em ser um país mais justo e imparcial com todos.

No século XX, o imperialismo na África pregava a teoria do Darwinismo social, onde acreditava-se que o branco seria superior ao negro. A partir desse preconceito criou-se um padrão universal, no qual afrodescendentes são inferiores e menos evoluídos e por isso deveriam servir aos outros. Esse pensamento, também esteve presente na colonização brasileira, de maneira que os escravos eram explorados e segregados da sociedade. Dessa forma, os brasileiros continuaram em um país com grande desigualdade racial, onde o modo de vida de boa parte das pessoas reflete e evidência esse racismo. Prova disso, é que a pesquisa realizada pelo IBGE ( Instituto Brasileiro De Geografia e Estatística) em 2013, mostra que negros ganham quarenta e três vezes menos que brancos, mesmo exercendo cargos iguais.

Além disso, é importante destacar que essa intolerância não acontece somente com esse grupo específico. Um exemplo disso são os índios, que embora tenham sido tratados como heróis no romantismo brasileiro, hoje sofrem um processo de aculturação, em que parte de seus hábitos são mudados e retirados de entre eles. De maneira que, se estes não fazem essas transformações são discriminados. E apesar de iniciativas em tentar inclui-los há uma grande dificuldade, isso é notável em caso como o de Wilson Matos da Silva que se formou em direito e exerce a profissão, mas mora na aldeia Jaguapirú e relata ser confundido com pastor ou vendedor, bem como as pessoas não acreditam que ele tenha cursado o ensino superior.

Fica claro, portanto, que o racismo produz efeitos negativos para uma nação. Desse modo, devemos buscar caminhos como, a escola, de forma que realizar debates com base no que é estudado sobre essas rejeições, ajuda a cultivar novos valores importantes para a comunidade atual. Por outro lado, a mídia pode desenvolver programas que discutam isso com o publico e famosos podem ser uma influencia positiva a esse. Assim como, deve-se criar novelas, filmes e comerciais que conscientizem os cidadãos sobre esse preconceito, como ele é prejudicial e tem estado presente no cotidiano dos cidadãos. Com isso criaremos um Brasil mais igualitário e para todos.