Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 06/06/2020
Há um século e meio, a escravidão foi abolida no Brasil. Entretanto, ela deixa rastros de opressão até os dias de hoje. Segundo estudo, a violência cresceu de um modo geral, mas para os negros aumentou 16%. O racismo, mesmo constituindo-se crime, ainda é praticado, principalmente em redes sociais, onde o agressor vê a vantagem de uma possível impunidade. Ele está presente na nossa sociedade não apenas de forma descarada, mas também nas limitações do exercício da cidadania do negro. Neste âmbito, a Lei encontra resistência.
Na comunidade em que vivemos é fácil perceber a persistência da exclusão histórica que a maioria dos negros sofre. Nascendo e crescendo na periferia ou em favelas, eles geralmente estão sujeitos ao crime, à má educação, às condições sanitárias inadequadas e a um futuro incerto. O protagonismo negro nas universidades e cargos importantes é raro e a meritocracia o coloca em posição desvantajosa, o que abre discussões acerca das políticas de cotas.
Em 2015, a atriz Taís Araújo sofreu ataques de “haters”, nome dado a pessoas que publicam comentários incitando ódio na internet. Acreditando estarem protegidos por uma identidade virtual, os agressores usam de piadas racistas para ganharem curtidas, o que demonstra em números o assustador cenário em que nos encontramos. Apesar disso, é nas redes sociais também que diversas campanhas de conscientização vêm sendo realizadas. Muitas delas são feitas de forma independente através de quadrinhos, poemas, vídeos, textos e relatos que empoderam a cultura afrodescendente no intuito de reafirmar o que a Lei já diz: todos têm direitos iguais.
Assim sendo, o Ministério da Cultura e a Secretaria de Direitos Humanos devem incentivar tais práticas, dando maior visibilidade a estas manifestações por meio da mídia convencional. Na era digital, a internet é uma promissora ferramenta de inclusão do negro, onde ele não se vê mais ignorado ou à mercê da indiferença. Esta é uma forma de mudar a cultura de intolerância para uma cultura de paz onde possa ser exercida a verdadeira liberdade.