Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 14/06/2020

A série estadunidense “Todo Mundo Odeia o Chris” aponta para a temática do preconceito racial sofrida por um garoto negro chamado Chris na cidade de Nova Iorque. Análogo ao racismo no Brasil, o comportamento de uma parcela da coletividade ainda se mostra hostil no que tange à população negra. Logo, um cenário de indiferença que descende da prática preconceituosa da sociedade, balizada em um Estado deficitário.

Essa ação advém, em primeiro plano, da polarização do corpo social no tocante a segregar etnias. Na dialética de Voltaire, " Um preconceito é uma opinião que deixou de ser submetida à razão". Na esteira desse pensamento, conceitos pré-formados findam com o sentido da ponderação intelectual, uma vez que o racismo estrutural está presente nas entrelinhas da sociedade em atos quase que imperceptíveis que denigrem a imagem da população, não somente negra, mas também indígena, ao passo que tratam esta e aquela com apatia. Desse modo, tal comportamento atinge duramente - e diariamente - essas populações.

Ata-se ao exposto, a abnegação do Estado nessa problemática, ao se focar na aplicação de políticas públicas eficazes. De acordo com o filósofo Aristóteles, a função da política é preservar as relações humanas entre os indivíduos da sociedade. Partindo dessa assertiva, o Poder Público enquanto detentor dos poderes legislativos deve conservar o convívio harmônico entre os indivíduos, o que não ocorre de forma sucinta, uma vez que este se mostra omisso. Logo, a insólita ação Estatal corrobora para essa conduta que rotula o indivíduo pela cor de sua pele.

Com o fito de amainar essa mazela, torna-se fulcral a atuação de dois agentes. Cabe a coletividade repensar tais comportamentos, por meio da busca do conhecimento histórico, com a finalidade de conhecer o  passado e não reproduzir essa conduta de ofensas; Por sua vez o Estado deve estimular posicionamentos que, em suma, promovam a igualdade entre as mais diversas raças, por meio da criação e aplicação de leis e projetos que reprimam ações racistas, com o escopo de mitigar esse quadro dramático - para que experiências como as de Chris não evoluam para normalidade - “A persistência é o caminho para o êxito”, Charlie Chaplin.