Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 10/06/2020
A série canadense “Anne with an E” trata de questões sociais vivenciadas no período histórico do século XIX. Na segunda temporada, é apresentado o personagem negro Bash que, apesar da abolição da escravidão, foi marginalizado e excluído de diversas comunidades. Infelizmente, por meio dessa alegoria, percebe-se que essa situação é veemente na contemporaneidade brasileira. Logo, fica claro que para resolver a problemática do racismo no Brasil são necessários o fim da negligência governamental e a conscientização populacional.
Em primeira análise, é fatídico ressaltar que a baixa atuação do governo está intrinsicamente ligada à exclusão racial, no que concerne à criação de medidas que coíbam tal ocorrência. Esse fato contrasta com a conduta executada no Segundo Reinado, em que, após a sancionamento da Lei Áurea, aproximadamente 1,5 milhões de pessoas negras foram introduzidas na sociedade sem nenhuma medida de reinserção. Dessa forma, nota-se que essa ação reflete danos morais no cenário hodierno. Outrossim, é fulcral pontuar que a discriminação posta por racistas é um dos principais fatores que pontuam impactos desastrosos na sociedade. De tal maneira que, o indivíduo menosprezado fica impossibilitado de exercer funções que são essenciais para o seu desenvolvimento pleno. Tendo em vista esse fator inadmissível, de acordo com IBGE, as escolas, universidades e posições em cargos notáveis, por exemplo, apresentam pessoas predominantemente brancas. Desse modo, faz-se imprescindível a dissolução dessa conjuntura.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias com o objetivo de extinguir os impactos causados pelo racismo. Dessarte, urge que o Governo Federal deva investir nessa causa humanitária com políticas públicas que visem reparar os marginalizados, por meio da criação de projetos que garantam respeito igualitário e promovam ações culturais para conscientização da nação. Feito isso, a sociedade brasileira distanciar-se-á da realidade apresentada na série “Anne with an E”.