Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 10/06/2020
Segundo o Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, racismo é o ato de discriminar aquele que possui raça ou etnia diferente, entretanto, é de se enfatizar que os caucasianos não são o real alvo dessa prática e sim, na maioria das vezes, os “autuantes”. Nesse sentido, o ato racista no Brasil atinge principalmente os negros, marginalizando-os na sociedade, a fim de extinguir seus direitos como cidadãos.
É evidente que o racismo carrega contextos históricos que dificilmente serão retirados das memórias dos brasileiros: a escravidão no período colonial foi, certamente, o ato mais desumano ocorrido no Brasil. Essa prática devia-se à ideologia europeia de que os mouros eram seres inferiores devido a sua cor de pele. Mesmo séculos após a assinatura da abolição desse ato, continua enraizado na sociedade contemporânea o pensamento de que um indivíduo é diferente e insignificante por possuir uma pele mais escura e, não obstante, esse pensamento, muitas vezes, leva à violência, o que faz o ser humano regredir séculos de história.
Seguindo essa linha de pensamento, é fatídica a discriminação que os afrodescendentes sofrem no país, visto que, segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior parte da população brasileira se considera parda e mais de 15 milhões de pessoas são negras. Portanto, o ato de marginalizar a maior parcela populacional de um país traz a ele uma grande desigualdade de renda, dificultando seu processo de desenvolvimento. Não obstante, a cultura afrodescendente está presente no cotidiano de qualquer brasileiro, como por exemplo, o simples ato de comer feijão todos os dias, o que deixa ainda mais contraditório criar situações desrespeitosas a esse grupo étnico.
Em suma, o racismo, além de ser uma ideologia enraizada na vida dos indivíduos, demonstra-se ser um problema para uma melhoria econômica, social e cultural brasileira. Portanto, cabe ao Governo Federal, juntamente ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a organizações não governamentais, que apoiem o movimento antirracista, o papel de combater essa prática desumana e ultrapassada, através de implementações políticas públicas que ilegalizam essa discriminação e, também, incentivando e até mesmo promovendo protestos à favor de uma vida mais justa a um povo que já sofreu muito durante todos esses séculos.