Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 19/06/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, o racismo existente no Brasil impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Portanto, é imprescindível a importância de encontrar subterfúgios para resolver essa problemática. Nesse contexto, não há dúvidas de que superar o racismo é um desafio no Brasil; o qual ocorre, infelizmente, devido não só a herança de um passado escravocrata, mas também ao pensamento humano de soberania sobre outras minorias.
Primordialmente, é importante considerar que a educação e a segurança são os fatores principais no desenvolvimento de um país. Contudo, a realidade do Brasil se encontra distante desses fatores, e o resultado desse contraste é refletido em toda a população, mas principalmente, na vida das minorias. Hodiernamente, o Brasil ainda carrega vestígios sócio-históricos de sua colonização e escravatura, que durou do século XVI ao XIX, onde minorias como negros, indígenas, mestiços e caboclos eram inferiorizados e submetidos a escravidão. Em suma, heranças desses fatores históricos permeiam a sociedade brasileira, trazendo consequências como o racismo, o preconceito e a exclusão social de milhares de pessoas.
É importante considerar que, países como o Brasil e a África do Sul apresentam, segundo os censos, uma composição étnica de negros e pardos como metade ou mais da metade de sua população total. No entanto, esses países ainda sofrem com as consequências do racismo, em razão da herança da hierarquização da soberania branca sobre as minorias. Vale ressaltar também, a Independência do Haiti, onde apenas 40 mil franceses controlavam o território com mais de 450 mil escravos negros, com alta violência e opressão, até que uma revolta liderada pelos escravos, conquistou a independência e o fim da escravidão no país. Como exemplo disso, pode-se ressaltar a Conjuração Baiana que aconteceu no Brasil, onde inconfidentes influenciados pela revolta do Haiti, lutavam pela democracia e pelo fim da escravidão. Em síntese, países que sofreram com a colonização branca durante séculos, ainda carregam em sua sociedade, vestígios do preconceito racial.
Pode-se notar, então que, a herança do pensamento escravocrata e da colonização dificulta a superação do racismo no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação e Cultura, promoverem a inclusão do estudo da história africana e afro-descendente nas escolas por meio de aulas regulares, juntamente com a criação de cursos e oficinas que abordem a educação étnica e a importância do fim do racismo. Somente assim, haverá uma construção social que luta pela igualdade, inclusão e democracia racial.