Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 26/07/2020

Em Junho de 2003, o presidente Lula indicou ao cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o qual era apenas o terceiro negro da história do Brasil a assumir a posição. Nesse sentido, o caso tomou repercussão pela representatividade gerada em populações carentes, os quais viam em Barbosa um exemplo a ser seguido. Atualmente, é fato que a realidade vivida no inicio do século pode ser relacionada com a persistência do racismo na sociedade brasileira. Portanto, a falta de representatividade, somado ao reflexo dos mais de 300 anos escravidão, são fatores preocupantes em torno desse tema.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que os indivíduos tendem à sentirem-se representados ao se identificarem com grandes personalidades. Nessa perspectiva, é visto no Brasil uma carência de negros nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Desse modo, gerando dados como os apresentados pela revista “Veja”, a qual afirma que apenas 4% de todo os representantes políticos no país são negros. Dessa forma, essas pessoas permanecem sem perspectivas ao verem que poucos políticos, ou nenhum, iram ouvir sua voz diante tamanha desigualdade racial. Em suma, é necessário que o Estado tome medidas para mudar essa realidade.

Em segundo lugar, é importante destacar que a escravidão durou mais de 300 anos no Brasil. Logo, é claro que os 131 anos pós-Lei Áurea não vão apagar um período marcado por exploração, tortura e grande preconceito contra os negros. Nessa perspectiva, segundo o “IBGE” (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 76% da população das favelas do Brasil é negras. Assim, muitas vezes não tendo acesso à uma boa condição de vida e , por conseguinte, à educação, tendo em vista uma sociedade desigual como a brasileira, são poucos os negros que conseguem ascender na vida e serem grandes personalidades na mídia, política ou empreendedorismo. Então, é necessário um intervenção das autoridades para que o racismo não persista no país.

Destarte, a desigualdade racial no Brasil não deve ser negligenciada. Portanto, urge que o Governo Federal, por meio de verbas públicas, implante cotas raciais para candidatos do Poder Executivo e Legislativo, a fim que a comunidade negra seja melhor representada e que assim ocorra uma reformulação no sistema político do país. Também é necessário que o Estado, em parceria ao MEC (Ministério da Educação e cultura), invista na construção de escolas nas favelas para que a população tenho o devido acesso à educação, e que assim mais pessoas negras possam ascender na vida. Sendo assim, casos como o de Joaquim Barbosa deixariam de ser uma exceção.