Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 15/11/2020
Em 1888, no dia 13 de maio, ocorreu a abolição da escravatura no Brasil, por meio da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel. Entretanto, mesmo após a criação dessa lei, e de outras, como a Lei do Ventre Livre e a Lei do Sexagenário, o racismo perpetua até hoje na vida de muitos brasileiros. Todavia, o preconceito contra o povo negro ainda é reforçado em falas populares e na mídia brasileira, o que de certa forma, faz com que isso seja visto como algo ‘’natural’’ por grande parte da população.
Primeiro, deve-se destacar, que várias expressões e ditados populares, como ‘‘que serviço de preto’’ e ‘‘a coisa está preta’’, são totalmente racistas e denegram a imagem dos negros como um todo. Porém, apesar dessas frases serem totalmente prejudiciais, ainda são usadas e aparecem no cotidiano de muitos brasileiros. Além disso, muitas vezes essas pessoas não param refletir o mal que estão difamando para a população em geral, que escuta isso, seja no trabalho, em lugares públicos e até mesmo na escola, e acaba relacionado racismo como algo normal.
Ademais, a mídia brasileira, principalmente a televisão, é um ponto que agravar muito a naturalização. Segundo o IBOPE, o total de telespectadores no Brasil chega a 207 milhões de brasileiros. Portanto, novelas com ‘‘A Cor do Pecado’’, passada na Rede Globo, onde a personagem principal era negra, porém, pobre e marginalizada, ganha grande alcance, assim como outras, que apresentam personagens de cor na maioria das vezes como empregados. Sendo assim, essas emissoras de TV passam uma falsa impressão de representatividade, quando na verdade, só estão reforçando mais ainda a ideia de que o negro é interior.
Portanto, para conscientizar a população a respeito do problema, urge que o Ministério das Comunicações, crie, por meio de um projeto de leis entregue a câmara dos deputados, um programa de fiscalização para os conteúdos passados nas emissoras nacionais, aplicando multas para as redes que não seguirem as medidas propostas. Somente assim, o Brasil poderá chegar a igualdade racial proposta antigamente pela Lei Áurea.