Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 30/11/2020

“Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele”. Essa é uma frase do ativista, Martin Luther King, nesse discurso ele demonstra ter esperanças que um dia não haverá preconceitos em nossa sociedade. No entanto, em contrapartida, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de suporte à população negra e de um racismo estrutural presente no país.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o Brasil foi o ultimo país do ocidente a abolir a escravidão, por meio da lei áurea assinada em 1888, apenas há pouco mais de um século. Entretanto, essa lei não ofereceu nenhum suporte à população  recém libertada, os deixando a margem da favelização. Em uma pesquisada feita pela organização social, TETO Brasil, demonstrou que cerca de 70% dos moradores das favelas de São Paulo são negros ou pardos.

Em segundo plano, vale ressaltar que o processo histórico, deixou um racismo estrutural presente no país, isso faz com que exista uma exclusão da população negra em muitos ambientes comuns. Tal fato, pode ser observado no relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), segundo os dados,  67% dos negros no Brasil estão incluídos na parcela dos que recebem até 1,5 salários mínimos, já entre os brancos, esse número é de 45%.

Conclui-se que o racismo e a exclusão dos negros ainda é um problema presente no Brasil, portanto, faz-se necessário que haja medidas para combater esse infortúnio. Cabe ao Governo Federal, por intermédio do ministério publico , realizar um projeto social, por meio de parcerias público-privadas, com o objetivo de levar a população negra das áreas periféricas aos centros urbanos, e incluir essas pessoas no mercado de trabalho, o que resultaria numa melhor qualidade habitacional para as pessoas pretas e atenuaria as discrepâncias salariais entre negros e brancos.