Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 30/11/2020

Na obra “Clara dos Anjos”, do autor brasileiro Lima Barreto, é evidenciado, na sociedade carioca do século XXI, o racismo, principalmente em relação ao personagem Cassi Jones, que se aproveitava de seu nascimento numa família branca e de alto poder aquisitivo para abusar de jovens negras, de nascimento inferior. É fato que tal comportamento supremacista é recorrente atualmente,  provavelmente associado, além de uma educação muitas vezes errônea recebida por parte do agressor, a uma herança imaterial advinda dos tempos escravistas .

Primeiramente, é fato que, como apontado pelo historiador e pesquisador do Instituto de Estudo Políticos (IEP) de Paris, Pap Ndiaye, “não nascemos racistas, tornamo-nos racistas.”. Nesse sentido, como provado por Eunice Alencar, na obra “A criança na família e na sociedade”, a família, a partir da transmissão de suas próprias ideias e valores, incluindo os preconceituosos, tem fundamental influência na formação do caráter do cidadão, que posteriormente ditará seu comportamento perante a adversidade.

Além disso, vale ressaltar que, até o ano de 1888, quando foi sancionada a Lei Áurea, menos de 150 anos atrás, a escravidão era legal no Brasil. Assim, como evidenciado por Nelson Mandela na frase: “Para ser livre não é apenas arrematar as correntes, mas viver de uma forma que respeite e aumente a liberdade dos outros.”, referindo-se ao racismo ainda praticado na África do Sul, herança do regime segregacionista chamado “Aparthied”, mesmo após anos e diversas leis contra o racismo serem introduzidas.

Dessa forma, faz se evidente a necessidade de que medidas sejam tomadas. Assim, é responsabilidade do Governo Federal, em união ao sistema de ensino, a introdução de projetos públicos que incentivem a troca de experiências entre alunos de diferentes etnias, como programas esportivos, por exemplo, que exponham o indivíduo a convivência com aqueles de outra cor de pele. Assim, se evitará que mais “Cassis” prevaleçam.