Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 01/12/2020
A Constituição Federal diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Todavia, o racismo, presente na história do Brasil desde a escravidão, ainda é uma característica da sociedade tupiniquim. Desse modo, foram criadas algumas políticas públicas que visavam combater este preconceito, mas infelizmente ainda não foram suficientes para findar este problema.
Em primeiro lugar, o afrodescendente sente o racismo na pele desde a infância e nem sempre termina o ensino médio. Já na escola, que deveria ser um ambiente de interação e convívio para o bem-estar, colegas de pele mais clara praticam o chamado “bullying”, fazendo com que, desde a tenra idade, o negro busque se isolar. Isso é um dos motivos da evasão escolar, pois, segundo dados do Todos Pela Educação, apesar de 97% das crianças brasileiras estarem em ambiente escolar, apenas 54% dos jovens pretos terminam o ensino médio.
Em segundo lugar, a ausência dessa educação formal afeta na escolha de empregos no mercado de trabalho. Apesar da lei 12990 (Lei de Cotas para Negros) destinar 20% das vagas de concurso público para negros, no âmbito privado, não há essa exigência. O que resta para os negros são cargos menores e, comparando-os aos brancos, com os mais baixos salários.
Destarte, embora haja políticas públicas que objetivam eliminar o racismo, ainda há muitos desafios para o Governo e a sociedade. De início, deve-se incentivar, por meio de palestras em praça pública, a educação para todos, mostrando a população negra os seus direitos. Além disso, a escola também deve promover um ambiente mais inclusivo e solidário, que desenvolva o respeito mútuo. Por fim, o Poder Legislativo, juntamente com o Poder Executivo, deve ampliar a Lei de Cotas para Negros, aumentando o número de vagas, não só em concursos públicos, como também em empresas privadas.