Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 08/12/2020
Harper Lee, escritora norte americana, discorre em sua célebre obra “O sol é para todos”, sobre a injustiça e o preconceito sofridos pelo protagonista em função da sua cor de pele. No entanto, de forma errônea, saindo da ficção, a realidade reproduz essa, haja vista que, hodiernamente, casos de racismo, velado e explícito, ascenderam no país. Esse problema advém da negligencia governamental e do conformismo social diante de tais mazelas.
A priori, vale ressaltar que consoante ao artigo terceiro da Constituição Federal, o bem deve ser promovido a todos, independentemente de cor ou raça. No entanto, a lei vai de encontro `a realidade, tendo em vista que muitos brasileiros são vítimas de racismo. Ademais, o julgamento e as punições para esse crime ainda são brandos, o que revela um descaso governamental, exemplo disso é o ocorrido com a socióloga negra Mariele Franco, brutalmente assassinada em 2018, e desde então o criminoso não fora julgado de maneira justa. Esse quadro, portanto, precisa ser revertido, pois essa displicência, além de respaldar tais crimes, gera também recorrência de delinquências desse gênero.
Além da negligência governamental, a pacata sociedade brasileira também corrobora para a ocorrência de casos de racismo. Essa cooperação se dá por meio da falta de ativismo para essa causa, pois ONGs não possuem auxílio e apoio necessários da população, e no contexto de uma manifestação, a repercussão desejada não é obtida, diferentemente de outros países, como os Estados Unidos, que protestos após ataques racistas como a morte de George Floyd que teve repercussão nacional. Assim sendo, a mobilização de todas as esferas sociais é de demasiada importância para que essa adversidade seja cessada.
Em suma, é evidente, pois, que é necessária a ação tanto do do âmbito público como do individual ,para que esse quadro seja amenizado. Portanto, os integrantes do Poder Judiciário devem denunciar casos de omissões no meio jurídico, para que todos os julgamentos sejam legítimos e conforme a Constituição, a fim de que racistas sejam condenados de forma proporcional aos seus atos. Outrossim, a Secretaria de Comunicação Social, deve veicular campanhas midiáticas, em horário televisivo nobre, para influenciar a população a adotar a causa antirracista, por meio de exemplos de outros países, em que a manifestação popular obteve resultado positivo, a fim de causar mobilização nacional e para que casos como o narrado por Harper fiquem apenas na ficção.