Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 11/01/2021

De evangelhos raciais à calamidade social

Durante o século XVIII, o Iluminismo —cujo muitos valores são repetidos até nos dias atuais— foi uma grande referência filosófica aos revolucionários franceses . Segundo tal filósofia, a ação social é capaz de transpor o problema de outras parcelas do sociedade. Entretanto, com o avanço hodierno, é possível afirmar que a permissividade brasileira ao racismo deturpa e implica a lógica iluminista outrora enfatizada. Por isso, faz-se mister analisar o contexto histórico e a influência subjetiva no cotidiano dessa conjuntura, a fim de superá-los para conectar os valores iluministas ao presente.

Vale defender, inicialmente, que o problema está relacionado aos padrões criados pela consciência coletiva. Nesse sentido, a gênese dessa causa decorre da construção social endêmica herdada como herança do período colonial, no qual a discriminação racial era frequente e normativa. Paralelamente, segundo o filósofo  Fabiano de Abreu, a resistência por mudanças, a qual afeta o panorama cotidiano, advém do medo humano, já que tal prática pode exigir esforço e trazer desconforto. Assim, é possível inferir que a insegura da coletividade fortalece o preconceito racial.

Por um outro lado, cabe pontuar que a vida de intolerância tida por muitos cidadãos influencia nessa situação. Isso porque o enfático racismo presenciado na experiência sociocultural de cada indivíduo o domina e o corrompe. Ademais, a carência de senso crítico recorrente na mentalidade coletiva —não por escolha individual, mas por indução civil— dificulta o surgimento de uma percepção mais empática acerca das diferanças raciais e, consequentemente, garante permissão social a práticas racistas. Desse modo, com a conviniência instituída pela pátria, fica mais árduo estabelecer hamornia racial.

Depreende-se, portanto, que o racismo presente na subjetividade das pessoas estabelece desafios a vencer. Para tanto, o Estado, na imagem do Ministério da Educação (MEC), por intermédio dos docentes da sociologia —haja vista a ciência desses profissionais inerente à educação—, deve elaborar minicursos instrumentais sobre as nocividades do racismo, com o intuito de constientizar a polulação e restringir a prática ao passado. Outrossim, compete ao corpo civil possuir parte ativa nesse processo —mediante as iniciativas das novas medidas—  e pressionar o Poder Executivo a executá-las em escala nacional para que, então, toda a nação —por conseguinte— conscienteze-se. Enfim, a partir dessas ações, o Iluminismo poderá, de fato, vincular-se à contemporaneidade.