Racismo no Brasil: como superar esse mal?
Enviada em 03/04/2021
Entende-se por darwinismo social, o conjunto de teorias surgidas no século XIX, que justificavam políticas segracionistas, baseando-se na exis-tência de classes superiores e inferiores. Destarte, observa-se que os afri-canos eram considerados menos evoluídos e por isso poderiam ser subju-gados pelos europeus. Nessa situação, nota-se que apesar dessa con-cepção ter caído em desuso, ainda há uma manutenção do racismo na sociedade brasileira, seja através da linguagem, seja pelas instituições.
Diante desse exposto, evidencia-se que a imagem do negro é vulgariza-da. Assim, apesar da abolição da escravidão, em 1888, termos utilizados naquela época para denegrir os escravizados ainda perpetuam na língua popular. Por exemplo, a palavra mulato, que designar um filho de pais de diferentes raças, tem origem no latim mulus, que os espa-nhóis utilizavam para chamar os filhotes de cavalo e jumenta. Deste modo, segundo Pierre Bourdieu, sociólogo francês, o uso desses vocábulos caracterizam uma violência simbólica, ou seja, uma opressão vinda através dos símbolos.
Outrossim, o racismo faz parte do “habitus” brasileiro. Dessa maneira, consoante o estudioso supracitado, esse conceito é definido como o espaço socialmente compartilhado, ou seja, são os valores associados ao corpo social. Nesse contexto, considerando-se as raízes históricas do Brasil, que foi escravocrata por séculos, destaca-se que esse preconceito etá entrela-çado com a estrutura do Estado. Exemplificando, de acordo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apenas 18% dos médicos do país são negros, fato que reflete a exclusão institucional.
Portanto, com o objetivo de extinguir esse mal, a Secretária da cultura e o Ministério da Educação devem criar ações afirmativas. Dessa forma, por intermédio da elaboração de campanhas publicitárias, que alertem sobre o significado pejorativo de alguns vocábulos racistas, será possível combater esse tipo de discriminação no campo linguístico. Ademais, por meio da am-pliação da Lei de cotas, poderá estabelecer-se mais vagas obrigatórias para essa minoria nas faculdades.