Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 28/09/2021

O filme “Infiltrado na Klan” conta a história do primeiro negro na polícia do Colorado nos anos 70s, que precisa aguentar todo racismo e discriminação dentro e fora do seu ambiente de trabalho. Nota-se que ao longo da trama há diversos movimentos sociais em ascensão que tem como repertório a luta e valorização da cultura afrodescendente. Fora das telas de cinema, até os dias atuais, vemos o quão tem sido incisivas as lutas da comunidade preta para a obtenção de direitos constitucionais básicos, a validação desses e, principalmente, a desconstrução dos estereótipos associados ao povo negro.

A representatividade é uma chave muito importante no combate ao racismo. Ultimamente, o aumento na quantidade de atores negros nas produções cinematográficas tem sido significativa. Em “Para Todos os Garotos que Já Amei: P.S. Ainda Amo Você”, o personagem John Ambrose é interpretado a partir do segundo filme pelo ator negro Jordan Fisher, sendo que no primeiro filme e no livro, ele é retratado como uma pessoa branca. A troca é uma tentativa de implementar profissionais negros como intérpretes de personagens mais relevantes a trama, desmanchando o padrão de que pessoas pretas devem interpretar apenas empregadas domésticas, motoristas, cozinheira, jardineiros e etc.

O Brasil, sendo um dos últimos países a aboluir a escravatura, se instaura uma visão pacífica sobre as questões de raciais no nosso país, que acaba por tirar direitos nunca dados a população negra. Como bem descrito no livro “O genocidio do negro brasileiro” na qual pontua diversas questões, dentra elas, a falsa ideia do mito racial e o discurso metritocrático, descrevendo as mazelas que perpetuam a mais de 400 anos, tirando direitos básicos, tais como acesso a educação, moradia, alimentação. Fato fica evidente, pois após a abolição não houve leis que asseguraram a inclusão social dos escravizados, repercutindo até os dias atuais no racismo.

Dessa forma, o combate do racismo no nosso país é um plano urgente da nossa sociedade para uma tentativa de reverter os males que perpetuam até os dias atuais, mesmo pós escravidão. É necessário que o Governo, precisamente o poder legislativo, instaure leis que assegurem os direitos totais, e que as pessoas sejam intermédio das lutas raciais, por meios de redes sociais dando engajamento aos perfis de pessoas que falam sobre racismo aliado a busca de reconhecer a negritude e a ancestralidade dos brasileiros, para que possamos criar novas relações harmônicas e garantir o direito a todos e diminuir os abismos raciais.