Racismo no Brasil: como superar esse mal?

Enviada em 29/08/2023

Como bem sabemos, o racismo é e sempre foi um grande problema. No qual, as pessoas julgam com base na cor da pele. Antigamente, usava-se o darwinismo para tentar “comprovar” que pessoas com um tom mais escuro de pele seriam menos evoluídas, porém, atualmente, isso pode soar estranho, pois sabemos que o ser humano é uma espécie só, independente da cor da pele, do cabelo, dos olhos. Todos somos homo sapiens.

Mesmo no Brasil, em que os povos africanos foram um dos formadores da atual população, o racismo sempre foi uma grande problemática. O racismo no Brasil tem sido uma dificuldade desde a era colonial e escravocata, nas quais africanos eram retirados de suas casas, levados como escravos e forçados em um trabalho sem remuneração alguma, no qual poderiam ser punidos gravemente e até mesmo mortos.

O racismo também afeta povos indígenas, que sofrem diversos ataques e violações de direitos desde que colonizadores europeus chegaram aqui. Em 1500, por volta de 1700 povos indígenas habitavam o Brasil. Destes, apenas 235 sobreviveram ao violento processo de colonização.

Desde a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, muitos movimentos aconteceram. Em 1931, a primeira organização ativista pelos direitos civis dos negros no Brasil foi fundada, a Frente Negra Brasileira. Porém, foi dissolvida, em 1937, pela ditadura de Getúlio Vargas. As perseguições do Estado contra a população negra fizeram com que ações antirracistas só voltassem a ter força em 1970, com criação do Movimento Negro Unificado (MNU). O MNU, em 1978, organizou um protesto de rua em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, que se tornou um marco de luta contra o racismo, simbolizando a refundação do movimento negro do país, e inaugurou a forma de protesto primordial que o movimento teria dali para frente, utilizando espaços públicos para realizar manifestações por direitos. O racismo, como dito anteriormente, ainda é um problema atual, e temos que combatê-lo para termos uma sociedade mais justa. E um dos modos de fazer isso, é apoiando esses movimentos antirracistas.