Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 09/09/2022
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 144 milhões de famílias brasileiras são tutoras de algum tipo de animal de estimação. Diante da conclusão citada, é notável a preocupação com o incentivo à adoção de tais animais. Nesse sentido, em virtude do crescente número de abandono e descaso com cães e gatos que se encontram em situação precária e de maus tratos, bem como a importância e colaboração dos pets na vida de seus donos, surge um complexo problema na contemporaneidade.
Em primeiro plano, cabe ressaltar a quantidade excessiva de casos avistados atualmente no país, que chegam a 400 mil animais em situação de rua somente na capital baiana, segundo estudos publicados pela UFRG (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia). Sob essa lógica, evidência-se o desamparo com aqueles que necessitam de proteção, como pode ser notado no filme “vida de cão”, que, retrata solidão e a busca por sobrevivência de animais nas ruas. Tal retratação comove fortemente o público, uma vez que demonstra a real situação de humilhação, fome e frio vivida por muitos animais. Por conseguinte, o quadro apresentado precisa ser alterado.
Ademais, é importante salientar o quanto “bichinhos” de estimação podem contribuir na saúde mental e física do ser humano, reforçada pelo uso da zooterapia, que, consiste em uma abordagem terapêutica protagonizada por animais como os cães, gatos e até cavalos. Existem atualmente muitos estudos para comprovar a eficácia da zooterapia, como estudos divulgados pela Associação Americana do Coração, que demonstram que um cachorro, sobretudo, pode afastar problemas cardiovasculares. Assim sendo, são de suma importância medidas que interfiram no problema.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é necessário que o Estado invista em estrutura que abrigue dignamente os cães e gatos, torna-se preciso também, viabilizar projetos que incentivem a adoção, como propagandas e campanhas a favor da causa, dessa forma, através do poder público e o corpo social, se faz possível a radicalização da problemática, assim, poderá se consolidar um Brasil mais empático e cuidadoso.