Razões para incentivar a adoção de animais de estimação

Enviada em 06/06/2022

Ritmo de vida acelerado e ineficácia dos mecanismos legais. Esses exemplos ilustram problemas presentes na sociedade brasileira que se contrapõem às razões para incentivar a adoção de animais.

Nesse sentido, a jornalista Eliane Brum, em seu texto “Exaustos, correndo e dopados”, afirma que a sociedade encontra-se em um momento no qual se cobra produzir o tempo todo:“24 horas por dia; 7 dias por semana”. Por conta de tamanha exigência, verifica-se que a população, por estar nesse ritmo de vida acelerado, não dá importâncias a causas sociais, como a adoção de animais -prática com muitas razões para ser incentivada pelos benefícios que traz para humanos e para bichos. Essa falta de interesse pelo coletivo ocorre porque muitos alegam não ter tempo para cuidar de um “pet” ou dizem estar tão cansados que não conseguem fazer mais nada. Esse problema faz com que as pessoas, exaustas, tornem-se individualistas e, consequentemente, muitos animais continuam nas ruas, vítimas desse cansaço estrutural.

Ademais, a ineficácia dos mecanismos legais é um ostáculo ao incentivo à prática da adoção de animais. Nesse contexto, Gilberto Dimenstein escreve, em “O Cidadão de Papel”, que o Brasil é marcado pela não aplicação prática de suas leis. Dito isso, percebe-se que, apesar de haver artigos constitucionais que esclarecem que o cidadão, ao mesmo tempo, é detentor do direito a um meio ambiente saudável, é sujeito ativo do dever de protegê-lo; essas razões legais para incentivar as adoções de animais são enfraquecidas pela não obediência à lei. Tal situação ocorre de tal forma que muitos não se sentem responsáveis por contribuir com o fim da mazela dos bichos e a impunidade continua, visto não haver punicão.

Portanto, cabe ao governo designar uma maior dotação orçamentária para realizar campanhas educativas que têm a finalidade de mostrar as razões para incentivar a adoção de animais. Isso deve ser feito por meio de campanhas publicitárias, veiculadas em canais abertos e fechados, e por meio de palestras escolares. Assim, com cidadãos conscientes de seus deveres e direitos, a Constituição poderá ser colocada em prática, a ineficácia legislativa não será como a descrita por Dimenstein e mais animais serão adotados, para uma maior harmonia ambiental.