Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 07/08/2022
Na década de 1960, Carolina de jesus documentou, em sua obra “Quarto de despejo: o diário de uma favelada”, a fome a partir de características que atribuíam a tontura e a cor amarela ao estado de desnutrição. Apesar de inúmeras mudanças sociais e políticas no cenário nacional, não há dúvidas de que o que aconteceu com Carolina ainda persiste: a fome ainda se configura como um problema endêmico no país. Nesse sentido, é imprescindível discutir o que motiva o persistente retrocesso alimentar no Brasil.
Nesse viés , é nítido que o principal fator que contribui para a persistência da fome do Brasil é a falta de políticas públicas para pequenos e médios produtores rurais, uma vez que 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros vêm da agricultura familiar. Infelizmente, isso acontece porque a política brasileira está impregnada de patrimonialismo, ou seja, tratar a republica (coisa pública) como um bem privado. Essa ideia vem sendo estudada pela historiadora Lilia Schwarcz e mostra que a maioria dos governantes estão voltados a interesses próprios e incentivam mais o agronegócio em detrimento dos pequenos agricultores. Isso acarreta um menor investimento da agricultura familiar, diminuindo a produção e, consequentemente, um aumento do preço dos alimentos.
Além disso, outro fator que motiva esse cenário de fome no País é desigualdade social. A intensa concentração de renda leva a população mais pobre a sofrer demasiadamente com a crise, pois a baixa remunerção, o desemprego e o aumento do preço dos alimentos estão levando milhões de brasileiros a situação de insegurança alimentar, segundo os dados do IBGE de 2014. Desse modo é crucial analisar e tratar esse problema histórico no Brasil.
Portanto, faz-se necessário combater os motivadores da fome no Brasil. Para isso, é fundamental que o poder Executivo –na esfera Federal- crie uma proposta de ampliação da verba orçamentária anual destinada à agricultura familiar. Tal proposta deverá ser efetivada por meio de uma votação feita por deputados e senadores, pois são componentes do Congresso nacional e responsáveis pela aprovação de alterações na Lei Orçamentária Anual. Isso deve ocorrer a fim de aumentar a produção interna de alimentos, assim como, sua distribuição.