Razões para incentivar a adoção de animais de estimação

Enviada em 24/08/2022

A partir do momento em que o homem se tornou nômade, há uns 12.000 anos atrás, o indivíduo iniciou a prática de domesticação de animais, dando origem à agricultura. Atualmente, é comum ter um pet em casa, entretanto, por status ou até por desinformação, a sociedade insiste na compra de animais, contribuindo inconscientemente com o comércio injusto.

Em primeira análise, é importante ressaltar a ostentação relacionada à raça do animal. Em vista disso, segundo o sociólogo Karl Marx em sua teoria do “Fetichismo da mercadoria”, o homem capitalista insiste em atribuir valores sobrenaturais aos objetos, neste caso, aos animais. Sob esse viés, a visão do autor pode ser aplicada na sociedade atual, a qual persiste na compra de animais de raça para ostentar e exibir.

Além disso, a desinformação contribui para a prática indevida de compra de animais. Segundo o site Petica Pública, nos canis os animais são tratados como seres reprodutores, longe do ideal acolhedor. Dessa maneira, é preciso parar de contribuir com esse comércio injusto que maltrata animais e, assim, incentivar a adoção, para que se tenha menos animais abandonados na rua e mais amor dentro de casa.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo - responsável pelo bem-estar social - invista em projetos que visem contribuir para a adoção de animais, por meio de campanhas de feiras de adoção e, além disso, que divulguem a importância de se adotar um animal conscientemente, a fim de construir uma sociedade mais solidária.