Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 02/11/2022
Decretada em 1988, a Constituição Cidadã assegura o direito à integridade e ao bem-estar tanto do homem quanto do animal. Entretanto, tal prerrogativa não se confirma com a insufiência de suporte estatal em relação a adoção de animais. Nesse enredo, é fulcral discorrer sobre esse fato.
A princípio, sabe-se que a hipossuficiência é um dos fatores que levam ao abandono de cães e gatos.Exemplo disso, foi o desemprego ocasionado pela crise econômica proveniente da pandemia do novo coronavírus, em que parte da população necessitou de auxílio emergencial para sobreviver, de forma a não haver recurso para manter seus pets, os abandonando. Em vista disso, é inadmissível a omissão governamental no que se refere a criação de medidas para atenuar essa conjuntura e promover o aumento da adoção de animais de estimação. Tal como afirmou, Abraham Lincoln, 16º presidente estadunidense, um governo integral é aquele que defende tanto o homem quanto o animal.
Outro ponto relevante, nesse contexto, é a falta de políticas públicas de resgate de cães e gatos de rua. De acordo com o filósofo Jeremy Bentham, não importa se os animais são ou não capazes de pensar, o que importa é que são capazes de sofrer. Nesse sentido, é inegável a quantidade de animais em ambiente público no Brasil, criaturas doentes e famintas, as quais sofrem devido à negligência do poder público na não promoção de campanhas de resgate, tratamento e adoção, de modo a descumprir os direitos constitucionais de defesa aos animais.
Dessarte, estratégias são essenciais para combater essa realidade. Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente - órgão executor de políticas ambientais - a implementação de um projeto de resgate e incentivo à adoção de animais, com equipe de veterinários e técnicos ambientais em cada estado e distrito federal, visando a criação de centros de acolhimento para pets de rua, os quais serão tratados e preparados para adoção, por meio de campanhas realizadas em comunidades, escolas e universidades, de modo que a população possa se voluntariar a participar, através dos sites oficiais do governo, a fim de que os direitos constitucionais dos animais sejam efetivados.