Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 18/09/2023
De acordo com Aristóteles, “a base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o con-texto do Brasil, no século XXI, o contraria, uma vez que os desafios ao incentivo a a-doção de animais domésticos é pertinente e desestrutura a base da sociedade bra-sileira. Tal problemática está relacionada à irresponsabilidade social, bem como a falta de medidas governamentais.
Diante desse cenário, nota-se que a negligência da sociedade com o compromis-so da adoção, é um dos desafio à resolução do problema. Isso acontece porque, segundo o estudo, de 2013, da American Humane Association, o indivíduo se compromete ao papel de adotante legal do bichano, mas não busca ter capacidade para adestrar seu companheiro de quatro patas ou não se prepara financeiramen-te para o amparo veterinário sob a espécie. Contudo, o resultado é visto meses de-pois, em que os cidadãos que se dispuseram a respossabilidade legal, voltam atrás e devolvem ou abandonam os bichos em vias urbanas. Em consequência, como na reportagem do jornal da Band, cerca de 170 mil animais se encontram em local provisório aguardando um lar definitivo.
Ademais, é válido ressaltar que a ausência de politícas públicas potencializa o problema. Sob esse viés, na construção de incentivos capitais, o governo direciona poucos investimentos para amenizar a superlotação, dos pets, em locais de acolhi-mentos temporários . Nessa conjuntura, como diz o escritor Aldous Hoxley, “os fa-tos não deixam de existir só porque são ignorados”, isto é, no Brasil, os animais vulneráveis, sem o apoio do Estado, tem suas vidas atingidas, uma vez que faltam recursos para a castração, vacinação, vermifungação e suporte para o tratamento de doenças zoonóticas (ou não). Logo, esses fatos dificultam o processo de adoção, posto que o animal precisa está saudável para encontrar uma casa definitiva.
Infere-se, portanto, a urgência em findar a problemática notória no país. Cabe, então, ao Ministério da Saúde, responsável pelo bem estar único, em parceria com os prefeitos vigentes, criar cursos preparatórios, abrigos estruturados e auxilios para assegurar os animais sem tutor. Essa ação irá ocorrer por meio de médicos veterinários e créditos bancários promovendo preparo dos “pais” de pets e acesso à consultas clínicas. Assim, far-se-á jus ao princípio de Aristóteles.