Razões para incentivar a adoção de animais de estimação
Enviada em 19/08/2024
Segundo o Instituto Pet Brasil, o país possui cerca de 184.960 animais abandonados ou resgatados, que estão sob a tutela de ONGs e grupos protetores. Ainda assim, é visível que existem problemáticas que prejudicam a adoção de animais de estimação, como a preferência por raças específicas e o retorno dos animais para abrigos após a adoção.
Nesse cenário, é notório que 70% a 80% dos animais de estimação em abrigos no Brasil são SRD (Sem Raça Definida). Contudo, mais da metade da população brasileira opta por adotar animais de raças específicas, visto que, atualmente, a valorização de raças puras é algo em constante crescimento. Isso tem como consequência o aumento da demanda no mercado de criadores, o que estimula as práticas de cruzamento irresponsáveis.
Ademais, um grande número de animais retorna aos seus abrigos ou as ruas após sua adoção. A falta de recursos para o cuidado dificulta o mantimento desses animais junto a seus donos adotivos, comprometendo a qualidade de vida desses animais. Sem o suporte necessário, como alimentação adequada, cuidados veterinários regulares e treinamento apropriado, muitos animais enfrentam problemas de saúde e comportamento que levam à insatisfação dos adotantes e, eventualmente, ao abandono.
Depreende-se, portanto, a indispensabilidade de se combater esses obstáculos. Cabe ao Estado, em conjunto ao DPDA (Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais), a criação de políticas públicas que tenham como objetivo de diminuir a limitação excessiva por raças puras no mercado dos animais, visando assim o aumento da valorização de cães e gatos SRD. Além disso, o governo deve adotar medidas que promovam a permanência dos animais junto aos donos após a adoção, garantindo assim o acolhimento e o bem-estar desses animais. Desta maneira, a falta de adoção de animais de estimação não será algo presente no Brasil.